terça-feira, 2 de junho de 2009

Hoje foi um dia preenchido e surreal. A manhã começou com uma reunião de apresentação de um projecto a uma responsável de uma entidade pública (desculpem, mas não vou mencionar qual). Chegados ao local, eu e o meu Boss, deparamo-nos com uma personagem estranha, que olhou para nós e sorridente virou costas, dizendo que já voltava, mas que entretanto podíamos esperar no gabinete e pedir algo para beber. Passaram 20' até que a criatura desse à costa. Ela, com cerca de 60 anos, cabelo oxigenado, vestia umas calças elásticas, que faziam transparecer toda uma celulite. Claro que não poderia deixar de falar no top, cujo imenso decote nos feria a vista, tamanhas eram as mamas que teimavam em saltar do seu pequeno soutien rendado. Se a figura era medonha, a coisa agravou-se quando começamos a apresentar o projecto. A cada 20'' a velha interrompia e começava a falar das coisas mais estranhas que possam imaginar. Isto para não mencionar as vezes que abriu e fechou a mala, ora tirando rebuçados, ora tirando o frasco do perfume, ora tirando comprimidos, ora mexendo nos telemóveis. Incrédulos, e mais de uma hora depois, a fulana deu-nos alguma atenção e disse que éramos o tipo de pessoas que a instituição precisa. Quando chegamos ao ponto de discutir o processo legal do acordo entre as partes, a louca resolveu chamar uma responsável do departamento jurídico. Uma ressabiada que passou o tempo todo a lamber o cú à velha. Querida para aqui, doutora para lá e o diabo a sete (um nojo). Nisto, depois de muitos avanços e recuos, alguém bateu à porta do gabinete e interrompeu a reunião, para dizer que eram horas de almoço. A louca da velha não teve meias medidas, disse que tinha de se ausentar porque estava sem o motorista, pelo que tinha de ir com os ditos colegas almoçar. WTF!!! Conclusão, ficámos apenas com a jurista que mal viu a chefe virar costas começou a berrar, dizendo que estava farta de incompetências, porque há 34 anos que trabalha na função pública e que tudo faz para que a instituição funcione, inclusive trabalhar aos domingos. Os berros e o histerismo foram de tal ordem que lhe perguntámos se estava bem, se precisava de alguma coisa. A mulher mudou de expressão e disse que necessitava de desabafar, que os gritos não tinham nada a ver com a nossa presença. Pasmos, eu e o Boss olhámos um para o outro, respirámos fundo e resolvemos levantar e sair, desculpando-nos que tínhamos um almoço de trabalho, mas que daríamos notícias, face ao que tinha sido falado. Em suma, piramo-nos, com a sensação que vivemos uma manhã de terror. Das duas três, ou realmente adormecemos e tivemos o mesmo pesadelo. Ou algo está muito mal na função pública. Para recuperar do episódio, regressamos ao escritório, colocámos os head phones e passámos a tarde a ouvir música e a trabalhar, na tentativa de esquecer o sucedido.


Até amanhã ou depois!

3 comentários:

Pedro disse...

Infelizmente, nada disso me choca... o que é grave! Ao menos fica a satisfação de ter participado num filme independente de quinta categoria! ;)

Analog Girl disse...

Surreal...

Cate disse...

Wow. Weird!