Only Words

domingo, 1 de Novembro de 2009

Tinha de partilhar o cenário a que hoje assisti, e do qual fiz parte. Depois de uma noite mal dormida, graças à TPM, lá fui tomar o meu breakfast, acompanhado com a leitura do jornal que a pastelaria coloca à disposição dos clientes. É fácil adivinhar qual o diário, não? Sim, o famoso CM. Na falta de melhor, não me posso queixar. Depois de pequeno-almoçar, lembrei-me que a minha muy estimada carrinha anda um pouco mal tratada, com muita terra e poeira. O que eu odeio andar num carro sujo! Tendo em conta que a minha viatura é nova, sinto-me na obrigação de a estimar, antes que a fulana fique aborrecida e me dê motivos para dores de cabeça! Eis que a Only rumou até à estação de auto-lavagem mais próxima para aspirar, limpar o pô e todas aquelas mariquices que os homens tanto gostam de fazer, em especial ao sábado ou domingo de manhã. Qual o meu espanto quando chego ao local e vejo que à minha frente estava uma moça, na casa dos seus 30 anos, a aspirar o seu jipe. Bem atrás de mim, mais uma senhorita, esta com mais idade, a limpar o seu Opela Astra. E na ala das lavagens, mais uma mulher e as suas duas crias. Pasmem-se, pois o único homem presente era o funcionário do estaminé! E esta hein? Será que a tradição já não é o que era???

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Até amanhã ou depois!
Este é o dia em que muitos rumam até ao cemitério onde jazem os seus entes queridos, em que os recordam ornamentando os jazigos de flores, de velas, etc. Para mim, não deixa de ser irónico que assim seja! Não gosto de cemitérios. Atormenta-me sentir a morte. É demasiado mórbido estar num local onde sei que um corpo jaz debaixo de terra. Ao longo da vida tenho perdido algumas pessoas, umas mais queridas que outras, mas todas lembradas a cada dia que passa. Não é o dia 1 de Novembro que me faz recordar aqueles a quem um dia tive de dizer adeus. Por muito poético que possa parecer, a verdade é que cada alma, que hoje descansa em paz, faz parte de mim, vive de alguma forma comigo. Recordo-a e faço por a manter viva, à minha maneira. Esta é a mais pura das verdades. Às vezes choro de saudade, outras de revolta, mas também respiro de alívio por acreditar que os que amo, que não estão fisicamente aqui, me olham, me protegem e me guardam, seja lá o que isto quer dizer. Faz-me bem pensar assim.
Hoje é um dia de família, e sim, eu gostaria de estar com ela, apenas e só, sem lugar a lamentações, a choradeiras, a peregrinações cemiteriais ou a missas por obrigação. Gostava apenas de estar reunida com a mãe e o pai, junto à lareira a comer castanhas assadas e a "discutir", como é apanágio. Às vezes dá-nos esta saudade estúpida, mas que depressa passa!
Deixo esta sugestão de leitura, que me agradou bastante, aqui!

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Até amanhã ou depois!

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Chega com a noite
Entra sem pedir

Entranha-se devagar
Apodera-se sem parar

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Sentimentos obtusos
Reais e sentidos

Vontade pecadora
Semblante que chora
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Por ela me perco
Cedo a cada instante

Renego a verdade

Abraço-a, a saudade

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Agarro o passado
Vivo sem presente
Ouço a canção
Embalo a solidão

By me


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Até amanhã ou depois!

domingo, 25 de Outubro de 2009

Há quem acredite no destino, numa força invisível que nos aproxima ou afasta. Dizem que está traçado desde o dia em que viemos ao mundo. Que a ele devemos o que de bom e mau vamos recebendo a cada dia que passa. E que não há como contorna-lo, porque é mais forte, porque foi escrito por uma força superior, que ninguém consegue identificar com precisão. Depois existe quem defenda o destino como sendo fruto das nossas atitudes, vontades, perseverança, entre muitas outras características. Se me perguntarem o que eu acho sobre o tema!? Não tenho resposta argumentativa. Acredito que algo nos leva até determinado porto, mas não sei se isso se deve ao destino, ao nosso empenho ou apenas a uma coincidência. Acredito que todos já nos deparamos com cenas aparentemente inexplicáveis, achando que o causador é o tal destino. Mas será que é mesmo assim? Será que não são os percursos por nós escolhidos, ou para os quais somos atirados, que nos fazem viver determinada experiência, conhecer determinada pessoa, agir de determinada forma? Mas sim, por vezes é mais fácil acreditar no desconhecido e dizer que ele, o destino, é o responsável por isto ou por aquilo. Desde que o destino me leve até bom porto, não me importo nada de o defender, porque chegar a um porto sem puder atracar, não pode ser obra do acaso, mas sim de alguma cegueira, a que não nos deixou ver para onde navegámos, sem antes confirmar se haveria lugar para abarcar.

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Até amanhã ou depois!
Hoje dei por mim a divagar sobre essa coisa chamada lei da atracção, por isso vou aqui divagar um pouco, na expectativa de saber quem de vocês concorda com esta verborreia.
Todos os dias nos cruzamos com pessoas que desconhecemos, com as quais não trocamos uma única palavra, quanto muito um olhar. Algumas com histórias de vida semelhantes à nossa, ou pelo contrário, com vivências díspares. Todos somos únicos, diferentes, com maneiras de ser e estar que nos caracterizam. Seres que vivem e convivem em sociedade, porque a lei da vida assim obriga. Vamo-nos adaptando, conformando com o que temos, recebemos ou lutamos. Defeitos e virtudes conferem a cada Homem a sua marca, aquela que funciona como íman. Não é ao acaso que nos identificamos mais com A ou com B. É à lei da atracção que devemos o núcleo social onde nos inserimos, nem que seja uma inserção passageira, de curta duração. Claro que existem excepções, porque nem sempre nos encontramos em meios com os quais nos identificamos. Nada é estanque, são as excepções que confirmam a regra. A questão é, quem de nós se sente perfeitamente inserido nos seus núcleos sociais?


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Até amanhã ou depois!

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Por favor batam-me, chicoteiem-me e tudo o mais que sirva para me flagelar. Ao fim de 30 anos de vida fui pela PRIMEIRA VEZ almoçar ao MacDonalds. Só mesmo uma grande amiga me conseguiria fazer cometer tal proeza. Senti-me uma autêntica parva. Confiei na R., que me garantiu existirem hambúrgueres de peixe. E como de facto, há mesmo. Lá comi, a custo, a bela da sande de pescada (quero acreditar que sim, que era mesmo pescada), com batatas fritas e a indispensável Coca-cola. Excusado será dizer que não comi tudo, mas sinto-me tão enfartadinha. Só posso estar louca. Agora se me dão licença, vou ali visitar a sanita do WC. Fui........


Até amanhã ou depois!

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Tem dias em que dou por mim a pensar no quão complicadas são as relações humanas. Nos ruídos de comunicação constantes. Na falta de sensibilidade para destrinçar o que é um mero comentário/opinião, de uma crítica destrutiva ou venenosa. Só posso intuir que anda por aí muito boa gente que não tem sensibilidade para separar o trigo do joio. Admito que muitas vezes não meço a consequência das minhas observações, que mesmo sem segundas intenções, acabam quase sempre por ser deturpadas, curiosamente para o pior dos lados. A coisa acaba por ser inconveniente quando em causa está a avaliação que terceiros possam fazer a nosso respeito, em especial quando não nos conhecem, embora pensem que sim! Apre....oh vidinha chata esta! Mas porque razão não somos todos uns cartoons, onde podemos colocar aqueles magníficos balões com falas e pensamentos?!?!?!

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Até amanhã ou depois!