Kitty, é a tua vez de dizer: " gaja, caga nisso, tu és "boua" mas "boua!"" AHAHAHAHA!
Até amanhã ou depois!
Confesso que não gosto do sentimento de perda, seja ela qual for. Por muito racional que tente ser, tentando aceitar que nada é para sempre, que ninguém é de ninguém, não consigo evitar esta sensação que me deixa um sabor amargo de boca, um vazio e uma dor instável, mas constante.
Sinto-me na corda de um trapézio sem rede, em mais uma fase de provação. Não me considero uma pessoa fria e distante, porque não o sou! Preocupo-me, dedico-me, dou o melhor de mim a todos aqueles que penso merecerem este meu modo de vida. Mas sofro, como sofro, quando me questionam, quando interrogam quem sou, o que sou e como sou! Não digo que seja a boa samaritana de comportamentos altruístas gratuitos, porque não é essa a minha ambição. Tenho defeitos, muitos! E ainda bem que os tenho, porque recuso a perfeição. Não sou a filha, a amiga, a colega ou a conhecida perfeita. NÃO QUERO SER!
Hoje cheguei à conclusão que o meu maior defeito é o egoísmo. Sim, sou uma valente egoísta! Sou-o porque pela primeira vez em 30 anos desejava não ter que ver os meus pais mudarem de vida, para bem longe de mim. Sou-o porque vejo uma das pessoas que mais amo sofrer, mas não consigo desejar que Deus a leve – falo da minha avó, que com perto de 100 anos está neste mundo, mas sem estar, porque além da ausência de saúde, há muito que perdeu a noção da nossa realidade. Sou-o porque estou desgastada de provar o meu amor a pessoas que me são queridas (pilares) e que se afastaram por mal entendidos.
Perguntaram-me o que tinha, porque andava com um olhar tão baço e distante ultimamente!? Não respondi, não consegui responder. Sei que a pergunta foi feita com preocupação, mas não consigo partilhar esta merda de sentimento que me anda a corroer de dia para dia. Resta-me o sossego do lar, onde me sinto protegida, longe de tudo o que se passa lá fora, mas onde estão todos os que me fazem falta, tanta, para voltar a sorrir!
Até amanhã ou depois!