sexta-feira, 10 de abril de 2009

Confesso que tenho andado a perder muito, tanto, do que vai passando por mim. Será a cegueira castrada pelas batidas de um coração bipolar, que tem escurecido tudo e todos em meu redor? Ou será o medo de voltar a ver? Seja qual fora a resposta, a verdade é que a cada dia que passa sinto-me mais fria, mais distante, menos sensível, mais indiferente, mais cansada e ansiosa para que tudo o que não sou me largue de vez. Que estranha forma de ser, estar e querer é esta que me deixa neste estado letárgico e apático? Não, não me estou a chorar ou a vitimizar. Não o faço, não o quero fazer. Vou renascer uma vez mais, com a certeza que melhores dias estão para chegar. Eu sei que sim! Caramba, já é hora, não?


Até amanhã ou depois!


terça-feira, 7 de abril de 2009

Ergo a mão em punho cerrado contra o peito e choro
Choro para secar a dor que me corrói, a mesma dor que teus olhos espelham
Maldito sejas aglutinante sofrimento, desejo condenado, bloqueador do racional perdido
Tu, apenas tu e nada mais que tu alma pura, bela e castradora
Eu, apenas eu e nada mais que o resto do que um dia fui
Nós, apenas nós, entre o tudo e o nada, entre a paz e o inferno onde sei que irei arder e tu em paz permecer
CS

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Até amanhã ou depois!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Recebi este vídeo no meu correio electrónico. Fiquei especada a vê-lo. Realmente, o Ser Humano é qualquer coisa de extraordinário.

Até amanhã ou depois!

Alguém que me dê um estaladão, oh por favor!?
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Até amanhã ou depois!

domingo, 5 de abril de 2009

Há dias em que dormir é o melhor remédio. Pois bem, hoje foi um desses dias. Eram 19h quando acordei. Disseram-me que o dia esteve lindo, solarengo e convidativo a um passeio pela praia. Sinto-me culpada por esta perda, porque ainda há pouco fui informada que amanhã teremos chuva. A vida é isto mesmo, um ciclo de oportunidades que não podem e nem devem ser desperdiçadas.
A verdade é que por muita lucidez que se tenha, acabamos quase sempre por cair no precipício, deixando-nos estilhaçar sem dó nem piedade. Valha-nos a certeza que o sol jamais nos abandonará e, mais tarde ou mais cedo, voltará a brilhar e aquecer nossos corpos. Há que ter paciência e saber esperar.
Desculpem, mas não fico por aqui, pelas palavras politicamente correctas.
Apetece-me "gritar":

- Cansada de pessoas mal resolvidas.
- Saudades dos que amo.
- Farta da vida que levo.
- Vontade de rumar daqui para fora.
- Falta de coragem para fazer malas.
- Frustrada com a ausência.
- Atormentada com a "partida".
- Irritada com o julgamento alheio.
- Certeza da mudança.
- Incapaz de esquecer e sentir o passado que me fez viver.


Até amanhã ou depois!
O que fazer quando sentimos um nó na garganta, um aperto no coração, os olhos a lacrimejar e uma vontade louca de gritar para o mundo e arredores?


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O meu porto secou!



Até amanhã ou depois!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mais umas dissertações retiradas de cadernos empoeirados!..


Gostava de confortar tua ocultação
Pegar em teus medos, desvanecê-los
Cegar-te em alegrias eternas
Pegar em tua mão, fisgar-te o olhar e não mais te largar

Gostava de ser Ícaro, voar alto sem me queimar
Tocar o infinito, chorar num só grito
De ti tudo quero, que seja hoje, amanhã….não importa, eu espero

Gostava de sentir, apenas te abraçar
Ter-te aqui, junto a mim, dizer que te quero amar
Não fosse o não que me assola, o medo esvaneceria e …
Meu Deus, para sempre sorriria


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Até amanhã ou depois!