Confesso que tenho andado a perder muito, tanto, do que vai passando por mim. Será a cegueira castrada pelas batidas de um coração bipolar, que tem escurecido tudo e todos em meu redor? Ou será o medo de voltar a ver? Seja qual fora a resposta, a verdade é que a cada dia que passa sinto-me mais fria, mais distante, menos sensível, mais indiferente, mais cansada e ansiosa para que tudo o que não sou me largue de vez. Que estranha forma de ser, estar e querer é esta que me deixa neste estado letárgico e apático? Não, não me estou a chorar ou a vitimizar. Não o faço, não o quero fazer. Vou renascer uma vez mais, com a certeza que melhores dias estão para chegar. Eu sei que sim! Caramba, já é hora, não?
Até amanhã ou depois!
Até amanhã ou depois!
