Numa sociedade cada vez mais autista, dou por mim a pensar no porquê das coisas. No porquê da felicidade, ainda que efémera, na dor, ainda que constante, nas relações, ainda que agitadas, na hipocrisia, ainda que evidente, no acreditar, ainda que mutável, na esperança, ainda que imprevisível. . Teima-mos em confiar em quem pouco se preocupa, nos que estão quando lhes convém, nos que temem, mesmo sem razão. Egocentrismo! Dirão uns. Pessimismo! Dirão outros. Eu diria, engano. . Não é porque se dá, porque nos entregamos, que queremos ou almejamos algo além da amizade, da preocupação, da disponibilidade, da partilha, da entrega e da vontade da construção partilhada. Mas é assim que, cada vez mais, as relações se vão construindo, sem alicerces, sem confiança, sob uma base frágil, susceptível de ser derrubada na investida de qualquer selecta aragem. . Depois, depois existem aqueles que viram costas e seguem a estrada, deixando para trás tudo o que não merece recordação. Aqueles que se contentam com o nascer do dia, com o cair da noite e com o bater do seu coração. Serão eles mais felizes porque vivem por si e para si? Serão eles mestres da alquimia?
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Até amanhã ou depois!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
A meus pés o mar
Calmo, sereno, guarda a saudade
Abriga a dor e a esperança
Fiel companheiro das horas gastas
És sal que alimenta a sede aguada
Volves ânsias
Carregas paz
Manto de lustre que me abraça
Segreda-me o amanhã que não quero ouvir
CS 5.06.09
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Até amanhã ou depois!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Estou seriamente preocupada com uma amiga minha. Uma daquelas amigas de sangue, que “correm” em nós. E porquê? Porque hoje colocou um tampão sem estar mo(e)nstruada , saiu de casa com os chinelitos de quarto e esqueceu-se da mala em casa. Que fazer? Como ajudar? Sugestões, aceitam-se!
Até amanhã ou depois!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Sou mesmo uma fácil. Pronto, já o escrevi e não tenho como dar volta. Agora, não abusem! Passo a explicar. Eis que a Only resolveu ir até ao V. Gama, essa mítica grande superfície comercial, para comprar umas cuecas (mas porque razão não existe um nome mais composto para este adereço feminino?!?!?) à Intimissimi. Chegada à loja, fui directa à funcionária pedir as ditas cuecas (odeio este nome). Ela, muito simpática e atenciosa, perguntou-me se não estava interessada na promoção que a marca está a fazer em soutiens (este nome sim, é chique!). Respondi que não, que, apesar de gostar dos modelitos, não posso usar qualquer soutien (não, não sou mamalhuda, pelo contrário). Insistente, a moça sorriu dizendo que existem novos modelos, sem arames e almofadas. Por muito que dissesse que não queria, lá me senti na estúpida obrigação de experimentar os dois novos modelos. Conclusão, acabei por trazer um soutien que não preciso, mas que me vi no dever de trazer, apenas porque não queria ser indelicada face à amabilidade da rapariga. Digam lá, sou ou não sou uma fácil?! Apre!
Até amanhã ou depois!
Estou irritada, com a p** de uma neura que nem a mim me suporto ouvir ou aturar. Por muito que me questione, não sei o porquê deste sentimento. Estou assim e ponto. Há dias em que sinto desilusão pelas minhas opções, atitudes, vontades, actos e omissões (ámen). A culpa disto tudo é da m** das obras que estão a fazer na CRIL. Fui obrigada a fazer um caminho longínquo só para evitar quilómetros de filas (só não escrevo bichas para não desferir susceptibilidades). Conclusão, tive mais do que tempo para me pôr a pensar em porcaria. A pensar naquelas pequenas grandes coisas pelas quais já passei, vivi ou senti. Contas feitas, estou irada, como uma vontade enorme de me esbofetear até à exaustão. Sim, porque não é por não ter férias tão depressa, uma cara-metade que me encha as medidas, carrinha nova (que tarda em chegar), tempo para ir à praia, vontade de sair e curtir, entre outras coisas que não me ocorrem, mas que me fazem falta, que estou assim. Não não é! Ou será que também é??? Bem, vou mas é inalar um pouco de nicotina e voltar ao trabalho, que é o melhor que faço.
Até amanhã ou depois!
terça-feira, 2 de junho de 2009
Hoje foi um dia preenchido e surreal. A manhã começou com uma reunião de apresentação de um projecto a uma responsável de uma entidade pública (desculpem, mas não vou mencionar qual). Chegados ao local, eu e o meu Boss, deparamo-nos com uma personagem estranha, que olhou para nós e sorridente virou costas, dizendo que já voltava, mas que entretanto podíamos esperar no gabinete e pedir algo para beber. Passaram 20' até que a criatura desse à costa. Ela, com cerca de 60 anos, cabelo oxigenado, vestia umas calças elásticas, que faziam transparecer toda uma celulite. Claro que não poderia deixar de falar no top, cujo imenso decote nos feria a vista, tamanhas eram as mamas que teimavam em saltar do seu pequeno soutien rendado. Se a figura era medonha, a coisa agravou-se quando começamos a apresentar o projecto. A cada 20'' a velha interrompia e começava a falar das coisas mais estranhas que possam imaginar. Isto para não mencionar as vezes que abriu e fechou a mala, ora tirando rebuçados, ora tirando o frasco do perfume, ora tirando comprimidos, ora mexendo nos telemóveis. Incrédulos, e mais de uma hora depois, a fulana deu-nos alguma atenção e disse que éramos o tipo de pessoas que a instituição precisa. Quando chegamos ao ponto de discutir o processo legal do acordo entre as partes, a louca resolveu chamar uma responsável do departamento jurídico. Uma ressabiada que passou o tempo todo a lamber o cú à velha. Querida para aqui, doutora para lá e o diabo a sete (um nojo). Nisto, depois de muitos avanços e recuos, alguém bateu à porta do gabinete e interrompeu a reunião, para dizer que eram horas de almoço. A louca da velha não teve meias medidas, disse que tinha de se ausentar porque estava sem o motorista, pelo que tinha de ir com os ditos colegas almoçar. WTF!!! Conclusão, ficámos apenas com a jurista que mal viu a chefe virar costas começou a berrar, dizendo que estava farta de incompetências, porque há 34 anos que trabalha na função pública e que tudo faz para que a instituição funcione, inclusive trabalhar aos domingos. Os berros e o histerismo foram de tal ordem que lhe perguntámos se estava bem, se precisava de alguma coisa. A mulher mudou de expressão e disse que necessitava de desabafar, que os gritos não tinham nada a ver com a nossa presença. Pasmos, eu e o Boss olhámos um para o outro, respirámos fundo e resolvemos levantar e sair, desculpando-nos que tínhamos um almoço de trabalho, mas que daríamos notícias, face ao que tinha sido falado. Em suma, piramo-nos, com a sensação que vivemos uma manhã de terror. Das duas três, ou realmente adormecemos e tivemos o mesmo pesadelo. Ou algo está muito mal na função pública. Para recuperar do episódio, regressamos ao escritório, colocámos os head phones e passámos a tarde a ouvir música e a trabalhar, na tentativa de esquecer o sucedido.
Até amanhã ou depois!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
E porque hoje é dia da criança. E porque eu tenho uma enorme criança dentro de mim. E porque gosto de ser mimada. E porque nunca recebi uma prenda pelo dia da criança. E porque por vezes faz-nos bem alimentar alguns desejos. E porque há dias assim, em que queremos muito uma coisa. E porque eu mereço....hoje rumei até à FNAC, depois de 7 horas consecutivas a trabalhar, sem pausa, nem para um cigarrito, e comprei esta preciosidade: