sexta-feira, 17 de abril de 2009




Qual é o meu espanto ao receber da MARIINHA este prémio, porque acha que o meu blog "É tão bom que até arrepia!!". Fiquei muito lisonjeada, para não dizer eriçada (no bom sentido). O meu muito obrigada ;)


Regras:


1 - Reencaminhar este prémio a 10 blogues;

2 - Exiba a imagem do prémio;

3 - Poste o link do blog que o premiou;

4 - Indique 10 blogs para fazerem parte do "Este blog é tão bom que até arrepia";

5 - Avise os indicados;

6 - Publique as regras;

Vou infringir as regras do jogo, desculpem, mas só vou enunciar 6 blogues, porque muito dos blogues que sigo já foram patenteados. Assim sendo, os blogues que se seguem passam a fazer parte do "Este blog é tão bom que até arrepia":


1 - Pedro





6 - Ergela
Até amanhã ou depois!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Com o fim-de-semana à porta, resolvi vasculhar algumas das minhas aventuras enquanto repórter de uma publicação internacional de Turismo. Deixo-vos aqui a crónica de uma experiência única pelos céus algarvios!




O dia em que toquei o céu



Em pleno Verão, num dia que prometia calor, muito calor, mais de 38º, eu e o John, o divertido fotógrafo que me acompanha nas incursões por Portugal, rumamos até à cidade de Lagos, no Algarve. Pouco passava das 8h quando saímos de Lisboa. Em pouco mais de duas horas e meia, por auto-estrada, chegamos ao destino. A nossa viagem tinha um propósito: voar sobre Lagos, em asa delta motorizada e ultraleve (aeronaves ultraligeiras).
Chegados ao Aeródromo Municipal de Lagos, onde está sedeado o Gerry & Manuela Breen's Algarve Airsports Centre, fomos recebidos por Gerry Breen, piloto inglês, em Portugal há mais de vinte anos.
Confesso que estava um pouco ansiosa, pois nunca tinha voado em asa delta. Sim, eu fui na asa delta e o Jonh no ultraleve. O reconhecido profissionalismo de Gerry deixou-me à vontade, ou melhor, um pouco menos ansiosa. O compasso de espera, enquanto se preparavam as máquinas, foi aguçando a minha adrenalina. O John, habituado a estes voos, brincava com o meu nervosismo. Dez minutos de espera bastaram para ouvir: “vamos voar?”. Respirei fundo e lá me sentei no aparelho, desprotegido de qualquer corta-vento, como deve ser em asa delta. Apenas foram colocados os auscultadores com intercomunicação e o capacete. Depressa nos fizemos à pista para levantar voo. Em segundos deixamos solo firme para romper os céus de Lagos, onde o azul se confundia com o mar.




Eu, ao contrário do John, tive o privilégio de sentir o vento tocar-me a pele, de ter uma melhor percepção do que sobrevoávamos. O piloto que comandou a asa delta bem tentava falar comigo, mas a minha estupefacção diante de um cenário tão único, tão libertador, tão belo não me deixava dizer nada mais que “isto é fantástico”!
Começamos por sobrevoar a Marina de Lagos, depois as antigas Muralhas da Cidade, o Porto de Lagos e a Praia Dona Ana. Foi aqui que senti o quão pequeninos nós éramos diante de uma paisagem onde as pessoas que se banhavam na praia pareciam pontos não definidos na paisagem. A viagem, que durou mais de uma hora, prosseguiu pelo Farol da Ponta da Piedade, as celebres grutas de Lagos, a espectacular falésia do Porto de Mós, a Rocha Negra, a zona da Luz, as Ruínas Romanas, o Burgau, a Fortaleza da Boca do Rio e Salema. Espero não me estar a esquecer de nada, pois perdi a noção dos sítios pela imensidão do mar que a meus pés se estendia. Lembro do piloto, que comandava o aparelho, me ter avisado que sobrevoámos a Praia da Figueira, Praia do Zavial, Praia da Ingrina, Ilhotes do Martinhal, Fortaleza de Sagres e o Farol do Cabo de São Vicente. Aliás, o John registou esses locais com a sua máquina fotográfica.
Uma hora depois – o tempo passou tão depressa –, tivemos de regressar, com muita pena minha. Naqueles poucos minutos em que fazíamos a aterragem, os meus sentidos apuraram para absorver todas as sensações vividas. Toquei e senti o vento, meus olhos registaram todos os cenários, degustei a liberdade e satisfiz a ansiedade.
Ainda com a cabeça no céu, já em terra firme, Gerry perguntou-me se tinha gostado da experiência. Não sabia o que responder, por isso me limitei a afirmar que iria voltar. Gerry sorriu, apenas isso, sorriu!
Claro que não regressamos a Lisboa sem pedir as informações necessárias para um dia voltar.




Agora que escrevo este testemunho, tenho à minha frente a brochura do Gerry & Manuela Breen's Algarve Airsports Centre, onde leio que é possível qualquer pessoa marcar um voo como o que fiz, ou, quem sabe, marcar aulas (ensinamentos básicos) que permitem outros itinerários, em diferentes aeronaves ultraligeiras, com duração entre os 15 minutos e uma hora de voo, e com direito a certificado depois do voo.
Esta experiência está guardada nas muitas pelas quais passei, como “A” aventura que nunca vou esquecer e que, com toda a certeza, vou voltar a fazer.


Texto e img CS

Até amanhã ou depois!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

E que bom é começar o dia às 4h39m da matina, com a Manu (minha felina) a afiar as patas na porta do quarto, tentando dizer, de forma ensurdecedora, que tem fome.
E que bom é levar com a Manu a brincar por cima de mim, como se eu fosse um trampolim, desde as 5h18m até às 08h.
E que bom é levantar-me com uma dor de cabeça brutal.
E que bom é olhar para a Manu, querer "bater-lhe" e não conseguir, porque o olhar meigo e doce dela não me deixam.
E que bom é ter roupa no estendal, praticamente seca ,e cair uma tromba de água sobre ela.
E que bom é combinar almoçar com uma amiga, atrasar-me para o almoço e chegar ao carro e reparar que não pega.
E que bom é estar dentro do carro 45m à espera do mecânico, para no fim ser informada que só terei o Corsa ao final do dia.
E que bom é ter reuniões agendadas e não ter meio de me deslocar, porque moro numa urbanização nova, que ainda não tem transportes públicos.
E que bom é ver que lá fora chove e que a Primavera hibernou.
E que bom é saber que o dia ainda não terminou e que muitas coisas boas ainda podem vir acontecer!

PORREIRO PAH!
Até amanhã ou depois!

terça-feira, 14 de abril de 2009


Manu & Lopo

O tempo passa veloz. Ainda ontem eram tão pequenitas, sossegaditas, um doce irresistível. Hoje estão enormes, reguilas, mimadas e com um feitiozinho daqueles (culpa minha, claro está!)... São duas companheiras que adoptei há quase dois anos. E como gosto delas, tanto, tanto, tanto...

Manu & Lopo


Até amanhã ou depois!
Uma pessoa começa a arrumar as roupas pesadas de inverno, a mentalizar-se que a Primavera chegou com sabor a Verão, para num dia como hoje rapar frio e levar com uma molha. Mas afinal andam a brincar comigo ou querem que me chateie? Apre São Pedro, tu não andas bem, precisas de terapia, além de um mês de Efexor 75mg e Xanax XR.
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(quero vestir os meus trapos frescos, pode ser? Atchiimm)
Até amanhã ou depois!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Nunca foi minha ambição casar e constituir família. O meu objectivo de sempre passou por construir uma vida fora do seio familiar. E assim foi. Já lá vão 11 anos de total independência. Não me arrependo de nada. Faria exactamente o mesmo que fiz há uma década atrás. Contínuo ligada à família, mas com a distância necessária para que não tenha que dar conta de tudo o que faço ou deixo de fazer. Uma vida assim não é necessariamente ideal, porque em determinada altura se sente a falta de calor humano entre as quatros paredes de um espaço chamado casa. Graças à minha ocupação profissional não tenho sentido tanto esse “vazio”. Durante anos passei mais tempo a dormir em quartos de hotel, do que na minha própria cama. Mas há mais de um ano que não é assim. Hoje, são raros os dias em que me vejo obrigada a grandes ausências.
Por sentir que os anos passam, que não caminho para nova, deparo-me com estes monólogos existenciais. Não me vejo casada, com filhos, nem presa a um local, mas gostava que algo mudasse. Por muito que pense, não sei o que me satisfaria neste campeonato, mas sei que sinto falta de algo mais. Atrevo-me a dizer que preciso e quero alguém que me sinta, entenda e aceite o que sou, como sou e quero continuar a ser. Alguém que não espere apenas receber, sem dar na mesma intensidade. Alguém que queira abraçar a vida com a loucura que me caracteriza. Alguém que respeite o meu espaço, o meu tempo, os meus defeitos e as minhas virtudes. Alguém que tenha sede de conhecimento. Alguém que me olhe nos olhos e ceife a frieza e incapacidade de entrega que hoje me representam.
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Até amanhã ou depois!

domingo, 12 de abril de 2009

Faz um ano que este blogue existe. E é engraçado, ou não, fazer uma retrospectiva de tudo o que se passou ao longo deste tempo. Se há 12 meses existiam todas as certezas possíveis quanto à vida que iria ter nos anos seguintes, hoje vejo que nada, mas nada do que era o é! Vivi momentos de partilha, de alegria, de tristeza, de angústia, de esperança, de desespero, de renascimento e de vontades díspares. Hoje ao ler cada post, recuei à razão de cada um.
Só consigo concluir que a vida realmente é um mistério. Vivemos em ciclos. Eu fechei um dos meus maiores ciclos. A sensação é estranha. Um misto de nostalgia e confiança faz-me acreditar que daqui a 365 dias voltarei a sentir exactamente o mesmo que hoje. Ou seja, sentir que o tempo passa, mas que as vivências ficam, as boas e menos boas. Enquanto isso, é aqui, neste cantinho virtual, que me vou partilhando com todos os que me lêem.
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E porque estamos na Primavera... IMG CS


Até amanhã ou depois!